sábado, 29 de março de 2008

SÓ ME RESTA O SILÊNCIO...

RESTA-ME O SILÊNCIO...

O silêncio invade a minha alma,
há uma cumplicidade dentro de mim !
designo uma conivência
com o meu próprio eu...
prefiro a reflexão interior,
apenas ela acalma a minha alma.
Só o sigilo me auxilia...
admito unicamente ele !
meu companheiro desta empreitada.
O sopro do vento
segreda em meu ouvido,
alertando-me desta existência dolorida.
O que busco !?
...o silêncio ?
Ah! este silêncio !...
meu grande parceiro
deste instante sentido !
Absorvo-me na incerteza?!
...são questionamentos
sem respostas concretas.
Nem o ruído do vento,
permite-me transpor os obstáculos desta solidão !
são conclusões tão solitárias,
bate a tristeza,
surge uma estranheza...
Mergulho no fundo do oceano,
local onde está o meu ser.
Neste momento,
abordo um sentimento fragmentado !
são pedaços perdidos,
de um amor arrancado do peito,
Procuro os retalhos espalhados !
Admito ter medo
de entregar-me como antes !
abordo este sentimento,
à procura de uma resposta.


Perdida em minha busca,
na tentativa inútil !
reconheço ter arruinado
o meu próprio EU !
Resta-me o silêncio...
Socorro Lima Dantas
Recife/PE - 09/10/2006

segunda-feira, 24 de março de 2008

Existe um lugar...

Existe um lugar...


"Existe um lugar
onde tudo faz sentido
e se faz sentido.
Onde habita a coerência,
onde você reencontra a sua singularidade,
reconhece a sua divindade,
sente o pulsar do universo
e o percebe
como a perfeita projeção
de outras infinitas individualidades.

Existe um lugar
onde você se aproxima de suas sensações,
de seus sentimentos,
onde você se visita em outros tempos,
em outros lugares,
aprende que tempo e espaço
não são indevassáveis janelas
que a impedem de avistar
a transcendência da sua existência.

Existe um lugar
onde você evolui a consciência
de que viver está além de existir.

Existe um lugar
onde você constata
que para viver é preciso prosseguir,
urgente construir
e essencial sentir.

Esse lugar
é o intenso e precioso silêncio...
em você..."



( Xamã Sherotáia Kê Takoshemí - www.carloshenriqueguimaraes.com )

terça-feira, 4 de março de 2008

SÁBIO AMOR
O amor não se encontra nos "grandes" gestos,
nas atitudes corajosas,
na defesa de um outro ser,
nem nas demonstrações excessivas
e "divulgadas"de carinho.

O amor muitas vezes se expressa
em atitudes por nós
julgadas "pequenas",como por exemplo:
distanciar-se quando se percebe
que o passo seguinte
precisa ser dado pelo próprio ser que amamos;
desejar que o melhor lhe aconteça,
ainda que este melhor signifique
a dor para nós.

Acalmarmo-nos
quando o desespero deste ser se expressa diante de nós,
abraçá-lo quando
nos dirige palavras que ferem.

Dirão vocês que atitudes como estas são de submissão,
de ignorância, de uma "simplicidade" muito grande,
própria daqueles que não tem
amor-próprio.

Ah, que engano! São atitudes de que somente
grandes almas são capazes.

Sentimentos e atitudes que exigem uma abnegação
que seres
"instruídos", "polidos", "estudados",
dificilmente terão.

Pequenas,
se avaliadas por medidas também pequenas,
e vistas de um pontode vista ainda menor.

Mas "grandes" e dignas,
se avaliadas pelo prismada grandeza da alma,
se vistas com os olhos do amor.

(Um irmão de luz)
(Verena)