sábado, 5 de junho de 2010

Um minuto com Fernando Pessoa...


Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo.

E que posso evitar que ela vá a falência.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver
apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e
se tornar um autor da própria história.

É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar
um oásis no recôndito da sua alma.

É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.

É saber falar de si mesmo.

É ter coragem para ouvir um 'não'.

É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho?

Guardo todas, um dia vou construir um castelo...


Fernando Pessoa (Lisboa, 13 de Junho de 1888 - Lisboa, 30 de Novembro de 1935)

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Você me levanta


“Vós, que sois a fonte de todo poder, cujos raios iluminam o mundo inteiro, 
iluminai igualmente meu coração, para que também ele possa fazer a vossa obra!” Gayatri

Você me levanta
A New Journey – You Raise Me Up

Quando eu estou abatido, oh minha alma tão cansada
Quando preocupações surgem e meu coração fica carregado
Então, eu me acalmo e espero aqui em silêncio
Até você vir e sentar-se por algum tempo comigo.

Você me levanta, de modo que eu posso ficar em pé sobre as montanhas
Você me levanta para andar em mares tempestuosos
Eu sou forte quando estou em seus ombros
Você me levanta, mais do que eu posso ser
Você me levanta, de modo que eu posso ficar em pé sobre as montanhas
Você me levanta para andar em mares tempestuosos
Eu sou forte quando estou em seus ombros
Você me levanta, mais do que eu posso ser
Não há vida – não há vida sem este desejo
Cada batida do coração impaciente, tão imperfeita
Mas quando você chega, eu me surpreendo
Às vezes, eu acho ter vislumbrado a eternidade.

Você me levanta, de modo que eu posso ficar em pé sobre as montanhas
Você me levanta para andar em mares tempestuosos...

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Preces...

Preces...


Entre as flôres chorei a minha alma

Em revide, recebi o perfume, e

Um buquet salpicado de lágrimas...

Coloriu o arco iris.

Banhei-me nos raios do sol

No silêncio busquei à Deus,

As minhas mãos envoltas em rosário

Desfiei a prece...que o vento

Versejando, rodeou de véus.

AMARILIS PAZINI AIRES


www.portalquantum.com



Ouviram as suas preces...

As suas preces foram todas atendidas...

Me enviaram até você, como um beija-flor...

Pediram para pegar todas as lágrimas que você derramou...

Dessas lágrimas colocar um pouco em cada flor...

Em cada flor colocar uma pitada de amor...

O pólen deste amor vai penetrar no seu coração...

Vai encher a sua alma de felicidade...

No céu vai abrir um lindo arco-íris...

Como prova do meu amor...

Em forma de chuva vou lavar o seu rosto triste...

Vai nascer na sua vida um jardim de puro amor...

Quando olhares as flores saberás que estou em ti...

Ernane Rezende

Dueto Amarilis Pazini Aires & Ernane Rezende


domingo, 4 de abril de 2010




INTRANSPONIVEL


Viver este sublime momento, ao som de um piano,
me eleva e eterniza-me, como uma imortal

Penso em você, flutuo ao teu lado como um pássaro em busca da liberdade,
que transcede, enfrenta o vento, a tempestade,
a barreira intransponivel.

Só vejo o único e o que me traz a felicidade,
de poder dividir o meu sonho com você,
como uma eterna realidade.

Amarilis Pazini Aires

sexta-feira, 19 de março de 2010

O laço e o abraço


O laço e o abraço

Poema genial da psicóloga Maria Beatriz Marinho dos Anjos:

Meu Deus! Como é engraçado!
Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço...
uma fita dando voltas.


Enrosca-se, mas não se embola, vira, revira, circula e pronto:
está dado o laço.


É assim que é o abraço: coração com coração,
tudo isso cercado de braço.


É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo,
no vestido,
em qualquer coisa onde o faço.

E quando puxo uma ponta, o que é que acontece?

Vai escorregando...devagarzinho, desmancha, desfaz o abraço.

Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido.

E, na fita, que curioso, não faltou nem um pedaço.

Ah! Então, é assim o amor, a amizade.

Tudo que é sentimento. Como um pedaço de fita.

Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer
a qualquer hora, deixando livre as duas bandas do laço.
Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade.


E quando alguém briga, então se diz: romperam-se os laços.

E saem as duas partes, igual meus pedaços de fita,
sem perder nenhum pedaço.


Então o amor e a amizade são isso...

Não prendem, não escravizam, não apertam, não sufocam.

Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço!


quinta-feira, 11 de março de 2010

Do Amor


“Quando o amor vos chamar, segui-o,
Embora seus caminhos sejam agrestes e escarpados;
E quando ele vos envolver com suas asas, cedei-lhe,
Embora a espada oculta na sua plumagem possa ferir-vos;
E quando ele vos falar, acreditai nele,
Embora sua voz possa despedaçar vossos sonhos
Como o vento devasta o jardim.

Pois, da mesma forma que o amor vos coroa,
Assim ele vos crucifica.

E da mesma forma que contribui para vosso crescimento,
Trabalha para vossa queda.

E da mesma forma que alcança vossa altura
E acaricia vossos ramos mais tenros que se embalam ao sol,
Assim também desce até vossas raízes
E as sacode no seu apego à terra.

Como feixes de trigo, ele vos aperta junto ao seu coração.

Ele vos debulha para expor vossa nudez.

Ele vos peneira para libertar-vos das palhas.

Ele vos mói até a extrema brancura.

Ele vos amassa até que vos torneis maleáveis.

Então, ele vos leva ao fogo sagrado e vos transforma
No pão místico do banquete divino.

Todas essas coisas, o amor operará em vós
Para que conheçais os segredos de vossos corações
E, com esse conhecimento,
Vos convertais no pão místico do banquete divino.

Todavia, se no vosso temor,
Procurardes somente a paz do amor e o gozo do amor,
Então seria melhor para vós que cobrísseis vossa nudez
E abandonásseis a eira do amor,
Para entrar num mundo sem estações,
Onde rireis, mas não todos os vossos risos,
E chorareis, mas não todas as vossas lágrimas.

O amor nada dá senão de si próprio
E nada recebe senão de si próprio.

O amor não possui, nem se deixa possuir.

Porque o amor basta-se a si mesmo.

Quando um de vós ama, que não diga:
“Deus está no meu coração”,
Mas que diga antes:
"Eu estou no coração de Deus”.
E não imagineis que possais dirigir o curso do amor,
Pois o amor, se vos achar dignos,
Determinará ele próprio o vosso curso.
O amor não tem outro desejo
Senão o de atingir a sua plenitude.

Se, contudo, amardes e precisardes ter desejos,
Sejam estes os vossos desejos:
De vos diluirdes no amor e serdes como um riacho
Que canta sua melodia para a noite;
De conhecerdes a dor de sentir ternura demasiada;
De ficardes feridos por vossa própria compreensão do amor
E de sangrardes de boa vontade e com alegria;
De acordardes na aurora com o coração alado
E agradecerdes por um novo dia de amor;
De descansardes ao meio-dia
E meditardes sobre o êxtase do amor;
De voltardes para casa à noite com gratidão;
E de adormecerdes com uma prece no coração para o bem-amado,
E nos lábios uma canção de bem-aventurança.”

Khalil Gibran