Live at Sydney, Australia 1987
O milagre do amor
Quantas tristezas
Você tenta esconder,
Num mundo de ilusão
Que está cobrindo sua mente?
Você tenta esconder,
Num mundo de ilusão
Que está cobrindo sua mente?
Eu mostrarei a você algo bom,
Oh, eu mostrarei a você algo bom:
Quando você abrir sua mente,
Você descobrirá o indício
Que existe algo [que] você está ansiando encontrar...
Cruel é a noite
Que encobre seus medos.
Meiga é aquela [noite]
Que enxuga suas lágrimas.
Deve haver uma intriga amarga
Para fazer você atormentar tão perversamente.
Dizem que o maior covarde
Pode magoar o mais ferozmente...
Mas eu mostrarei a você algo bom,
Oh, eu mostrarei a você algo bom:
Se você abrir seu coração,
Você pode fazer um novo começo
Quando seu mundo desmoronante desabar aos pedaços...
O milagre do amor
Levará embora sua dor.
Quando o milagre do amor
Vier na sua direção novamente...
O milagre do amor [deve tomar um milagre]
Levará embora sua dor. [deve tomar um milagre]
Quando o milagre do amor [deve tomar um milagre]
Vier na sua direção novamente... [deve tomar um milagre]
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Para o escritor e jornalista brasileiro Arthur da Távola, afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil, delicado e penetrante dos sentimentos e também o mais independente. Ainda segundo ele:
Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto, no exato ponto em que foi interrompido. Afinidade é não haver tempo mediando a vida.
É uma vitória do adivinhado sobre o real. Do subjetivo sobre o objetivo. Do permanente sobre o passageiro. Do básico sobre o superficial. Ter afinidade é muito raro.
Mas quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar. Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois que as pessoas deixaram de estar juntas. O que você tem dificuldade de expressar a um não afim, sai simples e claro diante de alguém com quem você tem afinidade.
Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem ou mobilizam. É ficar conversando sem trocar palavra. É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento.
Afinidade é sentir com. Nem sentir contra, nem sentir para, nem sentir por, nem sentir pelo. Quanta gente ama loucamente, mas sente contra o ser amado. Quantos amam e sentem para o ser amado, não para eles próprios.
Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo. É olhar e perceber. É mais calar do que falar. Ou quando é falar, jamais explicar, apenas afirmar.
É uma vitória do adivinhado sobre o real. Do subjetivo sobre o objetivo. Do permanente sobre o passageiro. Do básico sobre o superficial. Ter afinidade é muito raro.
Mas quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar. Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois que as pessoas deixaram de estar juntas. O que você tem dificuldade de expressar a um não afim, sai simples e claro diante de alguém com quem você tem afinidade.
Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem ou mobilizam. É ficar conversando sem trocar palavra. É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento.
Afinidade é sentir com. Nem sentir contra, nem sentir para, nem sentir por, nem sentir pelo. Quanta gente ama loucamente, mas sente contra o ser amado. Quantos amam e sentem para o ser amado, não para eles próprios.
Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo. É olhar e perceber. É mais calar do que falar. Ou quando é falar, jamais explicar, apenas afirmar.