quarta-feira, 27 de junho de 2012

O milagre do amor


Live at Sydney, Australia 1987

O milagre do amor

Quantas tristezas
Você tenta esconder,
Num mundo de ilusão
Que está cobrindo sua mente? 
 
Eu mostrarei a você algo bom,
Oh, eu mostrarei a você algo bom: 
 
Quando você abrir sua mente,
Você descobrirá o indício
Que existe algo [que] você está ansiando encontrar... 
 
Cruel é a noite
Que encobre seus medos.
Meiga é aquela [noite]
Que enxuga suas lágrimas. 
 
Deve haver uma intriga amarga
Para fazer você atormentar tão perversamente.
Dizem que o maior covarde
Pode magoar o mais ferozmente... 
 
Mas eu mostrarei a você algo bom,
Oh, eu mostrarei a você algo bom: 
 
Se você abrir seu coração,
Você pode fazer um novo começo
Quando seu mundo desmoronante desabar aos pedaços... 
 
O milagre do amor
Levará embora sua dor.
Quando o milagre do amor
Vier na sua direção novamente... 
 
O milagre do amor [deve tomar um milagre]
Levará embora sua dor. [deve tomar um milagre]
Quando o milagre do amor [deve tomar um milagre]
Vier na sua direção novamente... [deve tomar um milagre]


____________

Para o escritor e jornalista brasileiro Arthur da Távola, afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil, delicado e penetrante dos sentimentos e também o mais independente. Ainda segundo ele:
 
Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto, no exato ponto em que foi interrompido. Afinidade é não haver tempo mediando a vida.  

É uma vitória do adivinhado sobre o real. Do subjetivo sobre o objetivo. Do permanente sobre o passageiro. Do básico sobre o superficial. Ter afinidade é muito raro.  

Mas quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar. Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois que as pessoas deixaram de estar juntas. O que você tem dificuldade de expressar a um não afim, sai simples e claro diante de alguém com quem você tem afinidade. 

Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem ou mobilizam. É ficar conversando sem trocar palavra. É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento.  

Afinidade é sentir com. Nem sentir contra, nem sentir para, nem sentir por, nem sentir pelo. Quanta gente ama loucamente, mas sente contra o ser amado. Quantos amam e sentem para o ser amado, não para eles próprios.  

Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo. É olhar e perceber. É mais calar do que falar. Ou quando é falar, jamais explicar, apenas afirmar.

sábado, 31 de março de 2012

Soneto de fidelidade




Soneto de fidelidade

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure

Vinícius de Moraes

 
Este soneto é um pouco antigo, porém sempre atual afinal poesia e música são expressões da Alma que se recorda de nossa Essência...

Todo encontro, a busca pelo amado(a), tem sempre a ânsia por Aquela parte de nós, que acredita que estamos separados... Assim, buscamos no outro(a) aquilo que pensamos que poderá nos completar e, sim, completará de certa forma, porque também o outro(a) é parte integrante de nós mesmos. 

Porém, inteiros, completos realmente estaremos , quando descobrirmos que já somos completos, SEMPRE fomos, jamais houve separação, a não ser em nossa mente!

O outro(a), é apenas uma de nossas divinas partes que atraímos para nossas vidas para compartilharmos nossos dias, nosso caminho, nossas alegrias e também tristezas inevitáveis, resultado do mundo de dualidade que nosso ego criou.

Será uma de nossas grandes oportunidades de a todo momento, perdoar, perdoar e perdoar... a nós mesmo e ao outro(a) pelo que será espelhado... Teremos que nos lembrar a todo momento, que ele(a) e também nós, somos perfeitos, somos frutos do AMOR de Deus, não permitindo que nossas percepções nos confunda. 

Acima de tudo, devemos nos lembrar, que só o AMOR é Real!

Todo o meu AMOR Luciola e Leonardo!


Monte Verde-MG - 31/03/2012

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Um bom resumo do que é um casamento

Encontrei no Facebook, achei legal e coloquei aqui para meus queridos:
 Leonardo e Luciola

Qual será o segredo dos casamentos duradouros? 

Casais que convivem há anos falam de paciência, renúncia, compreensão. 

Em verdade, cada um tem sua fórmula especial. Recentemente lemos as anotações de um escritor que achamos muito interessantes. 

Ele afirma que um bom casamento deve ser criado. No casamento, as pequenas coisas são as grandes coisas. 

É jamais ser muito velho para dar-se as mãos, diz ele. 

É lembrar de dizer "te amo", pelo menos uma vez ao dia. 

É nunca ir dormir zangado. 

É ter valores e objetivos comuns. 

É estar unidos ao enfrentar o mundo. 

É formar um círculo de amor que uma toda a família. 

É proferir elogios e ter capacidade para perdoar e esquecer. 

É proporcionar uma atmosfera onde cada qual possa crescer na busca recíproca do bem e do belo. 

É não só casar-se com a pessoa certa, mas ser o companheiro perfeito. E para ser o companheiro perfeito é preciso ter bom humor e otimismo. Ser natural e saber agir com tato. 

É saber escutar com atenção, sem interromper a cada instante. 

É mostrar admiração e confiança, interessando-se pelos problemas e atividades do outro. 

Perguntar o que o atormenta, o que o deixa feliz, por que está aborrecido. 

É ser discreto, sabendo o momento de deixar o companheiro a sós para que coloque em ordem seus pensamentos. 

É distribuir carinho e compreensão, combinando amor e poesia, sem esquecer galanteios e cortesia. 

É ter sabedoria para repetir os momentos do namoro. Aqueles momentos mágicos em que a orquestra do mundo parecia tocar somente para os dois. 

É ser o apoio diante dos demais. 

É ter cuidado no linguajar, é ser firme, leal. 

É ter atenção além do trivial e conseguir descobrir quando um se tiver esmerado na apresentação para o outro. Um novo corte de cabelo, uma vestimenta diferente, detalhes pequenos mas importantes. 

É saber dar atenção para a família do outro pois, ao se unir o casal, as duas famílias formam uma unidade. 

É cultivar o desejo constante de superação. 

É responder dignamente e de forma justa por todos os atos. 

É ser grato por tudo o que um significa na vida do outro. 

O amor real, por manter as suas raízes no equilíbrio, vai se firmando dia a dia, através da convivência estreita. 

O amor, nascido de uma vivência progressiva e madura, não tende a acabar, mas amplia-se, uma vez que os envolvidos passam a conhecer vícios e virtudes, manias e costumes de um e de outro. 

O equilíbrio do amor promove a prática da justiça e da bondade, da cooperação e do senso de dever, da afetividade e advertência amadurecida. 

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base nos livros: Um presente especial.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Quem sou eu


... Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe porque ama, nem o que é amar
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência, não pensar...

Fernando Pessoa

sábado, 5 de junho de 2010

Um minuto com Fernando Pessoa...


Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo.

E que posso evitar que ela vá a falência.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver
apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e
se tornar um autor da própria história.

É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar
um oásis no recôndito da sua alma.

É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.

É saber falar de si mesmo.

É ter coragem para ouvir um 'não'.

É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho?

Guardo todas, um dia vou construir um castelo...


Fernando Pessoa (Lisboa, 13 de Junho de 1888 - Lisboa, 30 de Novembro de 1935)

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Você me levanta


“Vós, que sois a fonte de todo poder, cujos raios iluminam o mundo inteiro, 
iluminai igualmente meu coração, para que também ele possa fazer a vossa obra!” Gayatri

Você me levanta
A New Journey – You Raise Me Up

Quando eu estou abatido, oh minha alma tão cansada
Quando preocupações surgem e meu coração fica carregado
Então, eu me acalmo e espero aqui em silêncio
Até você vir e sentar-se por algum tempo comigo.

Você me levanta, de modo que eu posso ficar em pé sobre as montanhas
Você me levanta para andar em mares tempestuosos
Eu sou forte quando estou em seus ombros
Você me levanta, mais do que eu posso ser
Você me levanta, de modo que eu posso ficar em pé sobre as montanhas
Você me levanta para andar em mares tempestuosos
Eu sou forte quando estou em seus ombros
Você me levanta, mais do que eu posso ser
Não há vida – não há vida sem este desejo
Cada batida do coração impaciente, tão imperfeita
Mas quando você chega, eu me surpreendo
Às vezes, eu acho ter vislumbrado a eternidade.

Você me levanta, de modo que eu posso ficar em pé sobre as montanhas
Você me levanta para andar em mares tempestuosos...

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Preces...

Preces...


Entre as flôres chorei a minha alma

Em revide, recebi o perfume, e

Um buquet salpicado de lágrimas...

Coloriu o arco iris.

Banhei-me nos raios do sol

No silêncio busquei à Deus,

As minhas mãos envoltas em rosário

Desfiei a prece...que o vento

Versejando, rodeou de véus.

AMARILIS PAZINI AIRES


www.portalquantum.com



Ouviram as suas preces...

As suas preces foram todas atendidas...

Me enviaram até você, como um beija-flor...

Pediram para pegar todas as lágrimas que você derramou...

Dessas lágrimas colocar um pouco em cada flor...

Em cada flor colocar uma pitada de amor...

O pólen deste amor vai penetrar no seu coração...

Vai encher a sua alma de felicidade...

No céu vai abrir um lindo arco-íris...

Como prova do meu amor...

Em forma de chuva vou lavar o seu rosto triste...

Vai nascer na sua vida um jardim de puro amor...

Quando olhares as flores saberás que estou em ti...

Ernane Rezende

Dueto Amarilis Pazini Aires & Ernane Rezende


domingo, 4 de abril de 2010




INTRANSPONIVEL


Viver este sublime momento, ao som de um piano,
me eleva e eterniza-me, como uma imortal

Penso em você, flutuo ao teu lado como um pássaro em busca da liberdade,
que transcede, enfrenta o vento, a tempestade,
a barreira intransponivel.

Só vejo o único e o que me traz a felicidade,
de poder dividir o meu sonho com você,
como uma eterna realidade.

Amarilis Pazini Aires

sexta-feira, 19 de março de 2010

O laço e o abraço


O laço e o abraço

Poema genial da psicóloga Maria Beatriz Marinho dos Anjos:

Meu Deus! Como é engraçado!
Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço...
uma fita dando voltas.


Enrosca-se, mas não se embola, vira, revira, circula e pronto:
está dado o laço.


É assim que é o abraço: coração com coração,
tudo isso cercado de braço.


É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo,
no vestido,
em qualquer coisa onde o faço.

E quando puxo uma ponta, o que é que acontece?

Vai escorregando...devagarzinho, desmancha, desfaz o abraço.

Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido.

E, na fita, que curioso, não faltou nem um pedaço.

Ah! Então, é assim o amor, a amizade.

Tudo que é sentimento. Como um pedaço de fita.

Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer
a qualquer hora, deixando livre as duas bandas do laço.
Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade.


E quando alguém briga, então se diz: romperam-se os laços.

E saem as duas partes, igual meus pedaços de fita,
sem perder nenhum pedaço.


Então o amor e a amizade são isso...

Não prendem, não escravizam, não apertam, não sufocam.

Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço!


quinta-feira, 11 de março de 2010

Do Amor


“Quando o amor vos chamar, segui-o,
Embora seus caminhos sejam agrestes e escarpados;
E quando ele vos envolver com suas asas, cedei-lhe,
Embora a espada oculta na sua plumagem possa ferir-vos;
E quando ele vos falar, acreditai nele,
Embora sua voz possa despedaçar vossos sonhos
Como o vento devasta o jardim.

Pois, da mesma forma que o amor vos coroa,
Assim ele vos crucifica.

E da mesma forma que contribui para vosso crescimento,
Trabalha para vossa queda.

E da mesma forma que alcança vossa altura
E acaricia vossos ramos mais tenros que se embalam ao sol,
Assim também desce até vossas raízes
E as sacode no seu apego à terra.

Como feixes de trigo, ele vos aperta junto ao seu coração.

Ele vos debulha para expor vossa nudez.

Ele vos peneira para libertar-vos das palhas.

Ele vos mói até a extrema brancura.

Ele vos amassa até que vos torneis maleáveis.

Então, ele vos leva ao fogo sagrado e vos transforma
No pão místico do banquete divino.

Todas essas coisas, o amor operará em vós
Para que conheçais os segredos de vossos corações
E, com esse conhecimento,
Vos convertais no pão místico do banquete divino.

Todavia, se no vosso temor,
Procurardes somente a paz do amor e o gozo do amor,
Então seria melhor para vós que cobrísseis vossa nudez
E abandonásseis a eira do amor,
Para entrar num mundo sem estações,
Onde rireis, mas não todos os vossos risos,
E chorareis, mas não todas as vossas lágrimas.

O amor nada dá senão de si próprio
E nada recebe senão de si próprio.

O amor não possui, nem se deixa possuir.

Porque o amor basta-se a si mesmo.

Quando um de vós ama, que não diga:
“Deus está no meu coração”,
Mas que diga antes:
"Eu estou no coração de Deus”.
E não imagineis que possais dirigir o curso do amor,
Pois o amor, se vos achar dignos,
Determinará ele próprio o vosso curso.
O amor não tem outro desejo
Senão o de atingir a sua plenitude.

Se, contudo, amardes e precisardes ter desejos,
Sejam estes os vossos desejos:
De vos diluirdes no amor e serdes como um riacho
Que canta sua melodia para a noite;
De conhecerdes a dor de sentir ternura demasiada;
De ficardes feridos por vossa própria compreensão do amor
E de sangrardes de boa vontade e com alegria;
De acordardes na aurora com o coração alado
E agradecerdes por um novo dia de amor;
De descansardes ao meio-dia
E meditardes sobre o êxtase do amor;
De voltardes para casa à noite com gratidão;
E de adormecerdes com uma prece no coração para o bem-amado,
E nos lábios uma canção de bem-aventurança.”

Khalil Gibran