quinta-feira, 27 de maio de 2010

Você me levanta


“Vós, que sois a fonte de todo poder, cujos raios iluminam o mundo inteiro, 
iluminai igualmente meu coração, para que também ele possa fazer a vossa obra!” Gayatri

Você me levanta
A New Journey – You Raise Me Up

Quando eu estou abatido, oh minha alma tão cansada
Quando preocupações surgem e meu coração fica carregado
Então, eu me acalmo e espero aqui em silêncio
Até você vir e sentar-se por algum tempo comigo.

Você me levanta, de modo que eu posso ficar em pé sobre as montanhas
Você me levanta para andar em mares tempestuosos
Eu sou forte quando estou em seus ombros
Você me levanta, mais do que eu posso ser
Você me levanta, de modo que eu posso ficar em pé sobre as montanhas
Você me levanta para andar em mares tempestuosos
Eu sou forte quando estou em seus ombros
Você me levanta, mais do que eu posso ser
Não há vida – não há vida sem este desejo
Cada batida do coração impaciente, tão imperfeita
Mas quando você chega, eu me surpreendo
Às vezes, eu acho ter vislumbrado a eternidade.

Você me levanta, de modo que eu posso ficar em pé sobre as montanhas
Você me levanta para andar em mares tempestuosos...

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Preces...

Preces...


Entre as flôres chorei a minha alma

Em revide, recebi o perfume, e

Um buquet salpicado de lágrimas...

Coloriu o arco iris.

Banhei-me nos raios do sol

No silêncio busquei à Deus,

As minhas mãos envoltas em rosário

Desfiei a prece...que o vento

Versejando, rodeou de véus.

AMARILIS PAZINI AIRES


www.portalquantum.com



Ouviram as suas preces...

As suas preces foram todas atendidas...

Me enviaram até você, como um beija-flor...

Pediram para pegar todas as lágrimas que você derramou...

Dessas lágrimas colocar um pouco em cada flor...

Em cada flor colocar uma pitada de amor...

O pólen deste amor vai penetrar no seu coração...

Vai encher a sua alma de felicidade...

No céu vai abrir um lindo arco-íris...

Como prova do meu amor...

Em forma de chuva vou lavar o seu rosto triste...

Vai nascer na sua vida um jardim de puro amor...

Quando olhares as flores saberás que estou em ti...

Ernane Rezende

Dueto Amarilis Pazini Aires & Ernane Rezende


domingo, 4 de abril de 2010




INTRANSPONIVEL


Viver este sublime momento, ao som de um piano,
me eleva e eterniza-me, como uma imortal

Penso em você, flutuo ao teu lado como um pássaro em busca da liberdade,
que transcede, enfrenta o vento, a tempestade,
a barreira intransponivel.

Só vejo o único e o que me traz a felicidade,
de poder dividir o meu sonho com você,
como uma eterna realidade.

Amarilis Pazini Aires

sexta-feira, 19 de março de 2010

O laço e o abraço


O laço e o abraço

Poema genial da psicóloga Maria Beatriz Marinho dos Anjos:

Meu Deus! Como é engraçado!
Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço...
uma fita dando voltas.


Enrosca-se, mas não se embola, vira, revira, circula e pronto:
está dado o laço.


É assim que é o abraço: coração com coração,
tudo isso cercado de braço.


É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo,
no vestido,
em qualquer coisa onde o faço.

E quando puxo uma ponta, o que é que acontece?

Vai escorregando...devagarzinho, desmancha, desfaz o abraço.

Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido.

E, na fita, que curioso, não faltou nem um pedaço.

Ah! Então, é assim o amor, a amizade.

Tudo que é sentimento. Como um pedaço de fita.

Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer
a qualquer hora, deixando livre as duas bandas do laço.
Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade.


E quando alguém briga, então se diz: romperam-se os laços.

E saem as duas partes, igual meus pedaços de fita,
sem perder nenhum pedaço.


Então o amor e a amizade são isso...

Não prendem, não escravizam, não apertam, não sufocam.

Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço!


quinta-feira, 11 de março de 2010

Do Amor


“Quando o amor vos chamar, segui-o,
Embora seus caminhos sejam agrestes e escarpados;
E quando ele vos envolver com suas asas, cedei-lhe,
Embora a espada oculta na sua plumagem possa ferir-vos;
E quando ele vos falar, acreditai nele,
Embora sua voz possa despedaçar vossos sonhos
Como o vento devasta o jardim.

Pois, da mesma forma que o amor vos coroa,
Assim ele vos crucifica.

E da mesma forma que contribui para vosso crescimento,
Trabalha para vossa queda.

E da mesma forma que alcança vossa altura
E acaricia vossos ramos mais tenros que se embalam ao sol,
Assim também desce até vossas raízes
E as sacode no seu apego à terra.

Como feixes de trigo, ele vos aperta junto ao seu coração.

Ele vos debulha para expor vossa nudez.

Ele vos peneira para libertar-vos das palhas.

Ele vos mói até a extrema brancura.

Ele vos amassa até que vos torneis maleáveis.

Então, ele vos leva ao fogo sagrado e vos transforma
No pão místico do banquete divino.

Todas essas coisas, o amor operará em vós
Para que conheçais os segredos de vossos corações
E, com esse conhecimento,
Vos convertais no pão místico do banquete divino.

Todavia, se no vosso temor,
Procurardes somente a paz do amor e o gozo do amor,
Então seria melhor para vós que cobrísseis vossa nudez
E abandonásseis a eira do amor,
Para entrar num mundo sem estações,
Onde rireis, mas não todos os vossos risos,
E chorareis, mas não todas as vossas lágrimas.

O amor nada dá senão de si próprio
E nada recebe senão de si próprio.

O amor não possui, nem se deixa possuir.

Porque o amor basta-se a si mesmo.

Quando um de vós ama, que não diga:
“Deus está no meu coração”,
Mas que diga antes:
"Eu estou no coração de Deus”.
E não imagineis que possais dirigir o curso do amor,
Pois o amor, se vos achar dignos,
Determinará ele próprio o vosso curso.
O amor não tem outro desejo
Senão o de atingir a sua plenitude.

Se, contudo, amardes e precisardes ter desejos,
Sejam estes os vossos desejos:
De vos diluirdes no amor e serdes como um riacho
Que canta sua melodia para a noite;
De conhecerdes a dor de sentir ternura demasiada;
De ficardes feridos por vossa própria compreensão do amor
E de sangrardes de boa vontade e com alegria;
De acordardes na aurora com o coração alado
E agradecerdes por um novo dia de amor;
De descansardes ao meio-dia
E meditardes sobre o êxtase do amor;
De voltardes para casa à noite com gratidão;
E de adormecerdes com uma prece no coração para o bem-amado,
E nos lábios uma canção de bem-aventurança.”

Khalil Gibran

domingo, 23 de novembro de 2008

Você...

Você...

Você tem o brilho do amanhecer
Do tipo mais límpido e profundo
Tem o cheiro de campo aberto
Que em cores resplende o florescer.

Você tem luz de pura energia
Do tipo que renova a esperança
Tem o brilho da inocência
E o olhar de uma criança.

Você tem ternura nas mãos
Do tipo que toca sem invadir
Tem nos lábios o desejo
De quem quer apenas sentir.

Você tem calor que desperta
Do tipo que atravessa a pele
Tem no corpo o fogo da paixão
Daquele que inflama emoção.

Mariangela Dal Sasso

sábado, 1 de novembro de 2008

ORAÇÃO A MIM MESMO



Que eu me permita
olhar e escutar e sonhar mais.
Falar menos.
Chorar menos.

Ver nos olhos de quem me vê
a admiração que eles me têm
e não a inveja que prepotentemente penso que têm.

Escutar com meus ouvidos atentos
e minha boca estática,
as palavras que se fazem gestos
e os gestos que se fazem palavras.

Permitir sempre
escutar aquilo que eu não tenho
me permitido escutar.
Saber realizaros sonhos que nascem em mim
e por mim
e comigo morrem por eu não os saber sonhos.

Então, que eu possa viver
os sonhos possíveis
e os impossíveis;aqueles que morrem
e ressuscitam
a cada novo fruto,a cada nova flor,
a cada novo calor,
a cada nova geada,
a cada novo dia.

Que eu possa sonhar o ar,
sonhar o mar,
sonhar o amar,
sonhar o amalgamar.

Que eu me permita o silêncio das formas,
dos movimentos,do impossível,
da imensidão de toda profundeza.

Que eu possa substituir minhas palavras
pelo toque,
pelo sentir,
pelo compreender,
pelo segredo das coisas mais raras,
pela oração mental
(aquela que a alma cria e
que só ela, alma, ouve
e só ela, alma, responde).

Que eu saiba dimensionar o calor,
experimentar a forma,vislumbrar as curvas,
desenhar as retas,
e aprender o sabor da exuberância
que se mostra
nas pequenas manifestações
da vida.

Que eu saiba reproduzir na alma a imagem
que entra pelos meus olhos
fazendo-me parte suprema da natureza,
criando-me
e recriando-me a cada instante.

Que eu possa chorar menos de tristeza
e mais de contentamentos.
Que meu choro não seja em vão,
que em vão não sejam
minhas dúvidas.
Que eu saiba perder meus caminhos
mas saiba recuperar meus destinos
com dignidade.

Que eu não tenha medo de nada,
principalmente de mim mesmo:-
Que eu não tenha medo de meus medos!

Que eu adormeça
toda vez que for derramar lágrimas inúteis,
e desperte com o coração cheio de esperanças......
Que eu faça de mim um homem sereno
dentro de minha própria turbulência,
sábio dentro de meus limites
pequenos e inexatos,
humilde diante de minhas grandezas
tolas e ingênuas
(que eu me mostre o quanto são pequenas
minhas grandezas
e o quanto é valiosa
minha pequenez).

Que eu me permita ser mãe,
ser pai,
e, se for preciso,
ser órfão.

Permita-me eu ensinar o pouco que sei
e aprender o muito que não sei,
traduzir o que os mestres ensinaram
e compreender a alegria
com que os simples traduzem suas experiências;
respeitar incondicionalmente
o ser;
o ser por si só,
por mais nada que possa ter além de sua essência,
auxiliar a solidão de quem chegou,
render-me ao motivo de quem partiu
e aceitar a saudade de quem ficou.

Que eu possa amar
e ser amado.
Que eu possa amar mesmo sem ser amado,
fazer gentilezas quando recebo carinhos;
fazer carinhos mesmo quando não recebo
gentilezas.

Que
eu jamais fique só,
mesmo quando
eu me queira só.
Amém.

Do meu queridíssimo amigo e poeta Vado
( Oswaldo Antônio Begiato )